ENTREVISTA

Celso Zuchi e o último ano de governo

Prefeito de Gaspar fala sobre a ponte, hospital e outras ações

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No comando da Prefeitura de Gaspar em 12 dos últimos 16 anos, Pedro Celso Zuchi estará fora da disputa de 2016. Neste último ano de mandato, ele tem como prioridade concluir a Ponte do Vale. Neste entrevista, ele também fala sobre outras obras, como a do saneamento básico. Diz, ainda, que vai trabalhar para eleger seu sucessor porque quer a continuidade do seu trabalho e lembrou que saiu do governo em 2004, quando não conseguiu se reeleger, e a cidade passou por uma experiência muito ruim.

Jornal Metas: O prefeito Celso Zuchi irá inaugurar a Ponte do Vale?
Celso Zuchi: A minha vontade é. A nossa grande expectativa nossa é o reinício da ponte para concluir. Nós estamos com parte dos recursos já depositados na conta da Prefeitura, fizemos o pagamento para a empresa na ordem de R$ 4,3 milhões. Somados aos R$ 3 milhões que o Município tem em Caixa e R$ 1 milhão que sobrou dos R$ 5,2 milhões, nós temos cerca de R$ 6 milhões em caixa para retomar as obras e concluir as obras. Após a retomada, em quatro meses, a empresa consegue terminar.

JM: Mas existe uma pendência em relação a uma glosa (multa)...
Zuchi: Tem sim essa pendência, mas é uma questão burocrática. O trabalho foi executado de uma forma diferente que estava no contrato, mas o importante é que foi realizado. Os técnicos da Prefeitura, junto com os técnicos da Caixa glosaram porque não estava de acordo com o contrato. Vou dar um exemplo, na Margem Esquerda, no contrato inicial seria utilizado dinamites para detonar as rochas e fazer a escavalão. Mas na hora foi feito de outra forma, com máquinas, sem precisar detonar. Tem que colocar no papel essas mudanças para a Caixa Econômia Federal fazer o pagamento.

JM: O que a Prefeitura de Gaspar ainda possui de obras para iniciar ou concluir em 2016?
Zuchi: Eu acredito que a maior obra do município de Gaspar é o saneamento básico. Vamos investir R$ 37 milhões a fundo perdido e contemplar três bairros. Essa obra está preparando a nossa cidade para o futuro. São obras estruturantes para que possamos crescer. Sanemento básico é a base, tem que começar por aí. A gente sabe o grande déficit que existe em Santa Catarina com o saneamento. Essa obra vai coroar os 12 anos de mandato.
Nós tivemos ainda a drenagem do Sete de Setembro, Margem Esquerda, Coloninha, Santa Terezinha. As pavimentações que somam 250 de 2009 para cá. Tivemos ainda um investimento muito forte na edução. Temos uma lista de espera de 300 crianças, que é considerado baixo. E estamos fazendo nossos CDIs que vai baixar ainda mais essa lista.

Na saúde, avançamos muito com a construção da Policlínica e quando assumimos o hospital. A gente interferiu no hospital que hoje atende a comunidade de uma maneira bastante razoável, não diria 100% porque ainda falta uma UTI. A Prefeitura está construindo ainda unidades de saúdes novas nos bairros.

Ainda temos outras obras importantes na mobilidade. As ruas Artur Poffo, Pedro Schmitt Junior, Madre Paulina. Estamos com um projeto de urbanização de todo o conjunto Arábia Saudita na Margem Esquerda, que está na fase final de análise na Caixa Econômica Federal. Vamos fazer mais um trecho da Amadio Beduschi, com recursos do governo estadual.

JM: Em maio, a intervenção do Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro completa dois anos. O prefeito pretende entregar a entidade até o final deste mandato?
Zuchi: A questão do hospital é muito delicada. Nós tivemos uma experiência negativa muito recente, com ele sendo fechado. A nossa atitude foi para evitar um novo fechamento e com isso nós garantimos o atendimento a população. A minha preocupação em devolver, em primeiro lugar: para quem? Hoje não existe uma entidade no município com estrutura suficiente para assumir a tarefa de administrar o hospital. Assumir tem muita gente que gostaria, mas garantir o atendimento é outra situação.
Estamos fazendo uma análise para uma parceria com a Furb para a administração da entidade. É uma opção bastante interessante. A outra alternativa é criar uma fundação para cuidar como ocorre em Blumenau com o Hospital Santo Antônio. Vamos analisar com calma antes de tomar uma decisão. O hospital está funcionando, é importante lembrar. É claro que gostaríamos que estiver melhor, mas para isso precisaríamos de novas habilitações no Ministério da Saúde, mas sabemos as dificuldades do governo federal.

JM: Em 2015, em meio a crise, caiu a arrecadação pública, diminuindo os repasses para estados e municípios, o segundo que mais sofre com as contas públicas. Como Gaspar vem lidando com isso?
Zuchi: A situação sempre cai em cima dos municípios. Ninguém vai na porta do governador para pedir remédio da farmácia básica, vaga na creche, patrola, arrumar a ponte que quebrou. Desde 2009 nós trabalhamos pensando no dia de amanhã, se planejando. Eu agradeço a minha equipe pois se hoje Gaspar é um dos poucos municípios da região que pagou o 13º salário e as férias coletivas pagando integralmente no dia 18 de dezembro do ano passado, é porque foi feito um trabalho antes.
Não estamos fazendo mais contratações, substituições, buscamos remanejamentos na equipe. Administrar uma prefeitura segue a lógica de uma casa: você não pode gastar mais que arrecada. As contas de Gaspar hoje estão em dia. Podemos honrar todos os contratos em vigência, tocar as obras em andamento.

JM: Depois de quatro eleições, ou 16 anos, o prefeito não vai participar da disputa. Como pretende atuar nessa disputa?
Zuchi: Vou trabalhar muito forte para ter um sucessor, sim. Estou preocupado com a continuidade das obras. Eu vou estar na rua, vou pedir votos para eleger um sucessor. Não podemos retroagir, Gaspar já teve essa experiência. Eu sai do governo no fim de 2004 e a cidade passou por uma experiência muito negativa. Briga com o governador, briga com senador e os recursos não vinham para cá.

JM: Por que o PT ainda não definiu seu pré-candidato?
Zuchi: Quem está no governo está preocupando em governar. Quem está fora, tem mais tempo para a política. Nomes o PT possui mais de um, por isso ainda não divulgamos, não definimos. No momento certo, vamos apresentar o nome a comunidade.

JM: Cogitou-se na cidade que o prefeito poderia deixar o cargo para a vice Mariluci Deschamps.
Zuchi: Essa situação fica difícil porque ela deverá ser candidata: a prefeita ou a vereadora. E isso poderia dificultar. Não haveria problemas em renunciar para ela, pois a Mariluci possui experiência para isso.

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